sexta-feira, março 24, 2006

Hoje hei-de ser das fantasias das cinco e meia. Hei-de adormecer pela manhã, quando o olhar solar obrigar, pela última vez, a queda das folhas amarelas da janela aberta dessa árvore.
Hoje hei-de ser das constelações das cinco e meia. Hei-de despertar num dia futuro, quando adormecerem as fantasias das oito e a aparição das folhas esverdeadas acontecer pela primeira vez nos meus sonhos...

Hoje hei-de ser a negra alma mais brilhante. Cantarei com os pássaros às sete, no mesmo lugar de sempre.