Para onde foi o amor?
O amor, náufrago deste Abril interminável,
deste mar escarlate como fogo em tropel!
Encenaste vezes sem conta o amor,
notícia de memórias onde o sol é agora
proibido de nascer.
Inutilmente te pergunto:
Para onde foi o amor?
Deixei-me encostar às manhãs frias,
criando raízes absurdas e largas.
E aqui fiquei...
Aqui, onde o frio me abraça
mesmo em noites de vestido vermelho.
Alguém canta.
A brisa traz-me tons de agonia crepuscular.
E eu... de vestido vermelho.
Num encarnado abismo de palavras te pergunto:
Para onde foi o amor?
O amor!
Para onde foi?
Estou só, assumidamente...
O amor, náufrago deste Abril interminável,
deste mar escarlate como fogo em tropel!
Encenaste vezes sem conta o amor,
notícia de memórias onde o sol é agora
proibido de nascer.
Inutilmente te pergunto:
Para onde foi o amor?
Deixei-me encostar às manhãs frias,
criando raízes absurdas e largas.
E aqui fiquei...
Aqui, onde o frio me abraça
mesmo em noites de vestido vermelho.
Alguém canta.
A brisa traz-me tons de agonia crepuscular.
E eu... de vestido vermelho.
Num encarnado abismo de palavras te pergunto:
Para onde foi o amor?
O amor!
Para onde foi?
Estou só, assumidamente...


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