sexta-feira, abril 21, 2006

Vestirás o meu nome em cada dia
estilhaçado e o teu corpo será
a conclusão de um enorme abismo:
um espaço inútil e pleno de vazio.


Não estarei contigo nesse Inverno
de árvores lentas e noites ardidas.
Adormeci periodicamente num incandescente
lugar de faíscas e silêncios.


Vestirás o meu nome em cada dia
estilhaçado e o teu corpo sentirá
o abismo limado pelo norte que te foge,
como o gelo inabalável das minhas mãos.


Um dia acordarás amontoado de frio,
com o meu nome longe, muito longe.
E as tuas vestes não encontrarão mais
um lugar cativo em minha casa.