domingo, outubro 22, 2006

Alguém beijou as minhas mãos,
aterrorizadas segundos a fio.

Ah, como tremem sabendo-se tuas!
Medos reclusos estreitando o teu corpo
alucinado.

Alguém beijou as minhas mãos.
E eu inventei a mentira no ardente encantamento
da sua boca.

Não desejei matar-te.
Queria beijos de pétalas,
abraços verdes de esperança.